quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Proibir é o caminho?! O mais fácil, talvez...

Como vocês sabem, eu não sou de comentar política, projetos de leis e afins. Mas tem hora que simplesmente não é possível ficar sem exprimir uma opinião. Vamos ao que interessa.

Sim, sou eu na garupa da moto... Foto: Gustavo Epifanio

Na noite de ontem, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou um projeto de lei de autoria do excelentíssimo deputado Jooji Hato, que quer proibir garupa em motos, em dias de semana, em cidades com mais de 1 milhão de habitantes.

Segundo o político, a medida visa diminuir o número de acidentes e combater o crime (?!).

O que mais me revolta é o que disse o senhor Jooji Hato: ‎"Quero ver se os marginais vão assaltar a pé, de bicicleta ou de carro". Sobre o projeto de lei e o que disse o deputado em questão só tenho uma pergunta: todo motociclista é marginal, bandido e maloqueiro?!

É claro que existem muitos "motoqueiros" bandidos, assim como também tem "marginal" que anda de carro por aí, mas generalizar não é o caminho, e é isso que fode (com o perdão da palavra)!

E agora a culpa da criminalidade e do caos que é o trânsito de São Paulo é dos motociclistas? Todos eles?! Não se fala em melhorar o policiamento. A verdade é que São Paulo está sofrendo um inchaço, em vários aspectos, e não está preparada para isso. Precisa de faixa exclusiva para motos, ciclovia, conscientização do pedestre e dos motoristas em relação aos pedestres, etc, etc.... O que está faltando no trânsito da cidade de São Paulo, antes de mais nada, é respeito.

Como bem me lembrou Leonardo Bussadori, um amigo e motociclista, sobre a questão da segurança: "o que vai ajudar a diminuir as estatísticas de acidente é criar leis normalizando uso inteligente da moto: luvas, botas, jaquetas. Leis que limitem a capacidade de inexperientes pegarem motos maiores do que podem pilotar. Hoje, você pega uma CNH e pode pilotar desde um scooter até uma 1000cc. Além de maior fiscalização".

Proibir é o caminho?! O mais fácil, aparentemente...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

É sempre bom estar de volta...

Este post vem com um pouco de atraso, mas, como costumam dizer: "Antes tarde do que nunca..."
Parece que foi ontem que eu estava contando os dias para embarcar para Madri. O tempo voou como nunca. Aproveitei como nunca. Por isso não há tristeza, mas felicidade e agradecimento pela oportunidade da qual consegui tirar um bom proveito.

Pois é, eu voltei. Dia 4 de novembro desembarquei em Guarulhos e deixei, por enquanto, o velho continente para trás. Ainda bem que as lembranças permanecem. Por mais que a Europa seja fantástica, é sempre bom estar de volta...

Depois de 55 dias, 8 trens, 7 aviões e 17 cidades (+ o Vaticano), estou de volta a São Paulo. Nossa, que viagem sensacional. Posso afirmar, sem medo, que fazer essa viagem foi a melhor decisão que eu podia ter tomado neste ano.

Foram tantas aulas de espanhol, praças, museus, castelos, bares, festas, vinhos, cervejas, fontes, parques, albergues,
aprendizados, amizades, experiências, cultura, prazeres, risadas, memórias, sonhos realizados... Momentos.

Tenho tanta coisa para falar sobre cada lugar por onde passei que não sei nem por onde começar.

Sobre Madri, acho que já deixei bem claro o meu ponto de vista. Se você acha que não, mais um "argumento": me apaixonei por Madri. O curso de espanhol foi fantástico, aprendi muito e só fez aumentar minha paixão pela língua espanhola e por outros idiomas.

Bom, posso dizer que nunca andei tanto na minha vida. Enquanto estive na Europa, durante o mochilão, eu evitava ao máximo utilizar qualquer meio de transporte. Afinal, para mim, o melhor jeito de conhecer os lugares por onde você passa é sair caminhando, andando meio que sem rumo e sem pressa. Pode acreditar, com uma mapa na mão, sair vagando por lugares desconhecidos é muito interessante. Eu recomendo. Sem contar que deixa você com as pernas tonificadas, rs.

Acredito que continuarei contando meus "causos" em doses homeopáticas.

Por ora, é isso.