terça-feira, 26 de abril de 2011

Continuando com a nostalgia... Xan in Dells!

Ainda na onda da saudade, abordada no post anterior!

Aí vai um "audio slideshow" sobre programa de intercâmbio "Work and Travel" realizado entre os meses de dezembro de 2008 e março de 2009, na cidade de Wisconsin Dells (WI) - EUA. Trabalhei em dois Resorts diferentes, com empregos diferentes: Wilderness Hotel & Golf Resort como Slide Attendant (departamento de Lifeguards); Chula Vista Resort, como Housekeeper!

Bons tempos, bons tempos...

Xan in Dells - 3 meses nos EUA por xanzewski no Videolog.tv.

Uma voltinha pelo Empire State Building... muito louco! A única coisa que estraga é o vento, que deixa o vídeo com muito ruído =/... De qualquer forma, ficou bacana! (Desculpem-me pelos palavrões! hehe)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quem é o estrangeiro?

Albert Camus tenta nos contar a história de um homem que aceita morrer pela verdade no livro “O Estrangeiro”
O romance se passa em Argel, capital da Argélia (na época em que ainda era colônia francesa) e tem como personagem principal de sua trama um homem chamado Meursault. Esse homem vive o absurdo, vive sem ilusões, mas quer viver. Para ele o que importa é “o aqui” e “o agora”, ele vive o presente pelo presente. Meursault é um pied-noir (termo francês que designa aquele que é francês e vive numa colônia, no caso a Argélia, e que traduzido ao pé da letra significa “pé sujo” ou “pé negro”).

A narrativa começa com Meursault contando ter recebido um telegrama a respeito do falecimento de sua mãe. Meursault havia colocado a Sra.Meursault três anos atrás num asilo na cidade de Marengo, próxima a capital Argel, e precisou ir a essa cidade para comparecer ao enterro. Para alguns, Meursault reage com muita frieza perante a situação, mas para ele “tanto faz”, ter dormido durante o funeral de sua mãe “não quer dizer nada”.

Meursault vive o absurdo, o real é inatingível para ele. Para Albert Camus, um homem que não chora no funeral de sua mãe corre o risco de ser sentenciado à morte. O estrangeiro é o homem em face do mundo. Meursault pode ser classificado como estranho, ou como estrangeiro, pelo fato de ser honesto. Ele é um homem que não mente, é um homem que não joga o jogo social.

Pode ser observada ao longo da narrativa a presença do sol, do calor, da claridade. Há horas em que o sol é um “amigo”, mas há horas em que o sol lhe dá uma “bofetada”. Ao viajar para Marengo, Meursault conta que fazia muito calor e a luminosidade da estrada e do céu contribuiu para que ele adormecesse. O que pode nos intrigar é que, um dia após o falecimento de sua mãe, Meursault inicia um relacionamento com Marie. Porém, para ele o sentimento amoroso não fazia sentido, pois só o presente é que vale. Uma vez Marie perguta se ele a ama, ele respondeu que isso nada queria dizer, mas que não a amava.

É possível notar no livro um preconceito contra os árabes. Podemos representar esse preconceito como sendo a voz do colonizador e do árabe. Meursault acaba se tornando “amigo” de Raymond, seu vizinho que possuía uma amante árabe. Aí começa o envolvimento de Meursault com os árabes. Raymond demonstra grande admiração por Meursault e logo o convida para passar um domingo na casa de praia de seu amigo Masson. No caminho, um grupo de homens árabes fica observando Raymond, Meursault e Marie.

É na praia que acontece o homicídio. Masson, Raymond e Meursault deixam as mulheres na casa, Marie e a esposa de Masson, e vão caminhar na praia. No meio do percurso o mesmo grupo de árabes aparece na frente deles. A briga acontece e Raymond se fere. Depois de voltar para a casa de Masson, Raymond resolve andar novamente e Meursault o segue. Agora Raymond carregava um revólver, então que eles encontram os dois árabes da briga anterior. Raymond queria disparar o revólver e acabar logo com aquilo, mas ele acaba entregando a arma para Meursault. Os árabes fogem ao ver a arma.

Raymond e Meursault voltam para a casa da praia. Aí aparece novamente o calor e o sol, que fazem Meursault voltar à praia e, por acaso, encontra o mesmo árabe sozinho. Então que acontece o homicídio. Induzido pelo calor, pelo brilho do sol e pelo reflexo de luz vindo da faca do árabe que Meursault dispara cinco vezes, matando o árabe. O fato de Meursault não se arrepender do que fez, de não sentir remorso por ter assassinado o árabe, pesa mais do que o próprio assassinato. Podemos considerar então que Meursault é condenado à morte mais por causa de sua frieza em relação ao falecimento de sua mãe e por causa do não-arrependimento do que pelo homicídio. O argumento do promotor é que, se Meursault não consegue sentir remorso pelo ato cometido, ele representará perigo à sociedade e deverá ser executado para evitar novos crimes.

Na prisão, Meursault deixa de ser o “homem absurdo” onde a essência da vida é simplesmente viver. Para Meursault, ser julgado e sentenciado à morte é indiferente, não faz sentido, pois, para ele não existe algo que possa explicar todos nossos atos. Ao permanecer na prisão, Meursault se “revolta” com a indiferença do universo em relação à humanidade. No final do romance Meursault se irrita com o capelão da prisão, que insistia em fazê-lo acreditar em Deus. O capelão quis se certificar, perguntando se Mersault acreditava em Deus, ele apenas respondeu que isso parecia não ter importância.

Termino com o trecho final do livro, muito representativo, onde Meursault prepara-se para a execução, e diz que foi feliz:

“Como se essa grande cólera tivesse lavado de mim o mal, esvaziado de esperança, diante dessa noite carregada de signos e estrelas, eu me abria pela primeira vez è terna indiferença do mundo. Ao percebê-la tão parecida a mim mesmo, tão fraternal, enfim, eu senti que havia sido feliz e que eu era feliz mais uma vez. Para que tudo fosse consumado, para que eu me sentisse menos só, restava-me apenas desejar que houvesse muitos expectadores no dia de minha execução e que eles me recebessem com gritos de ódio”.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Porra, sensacionalismo!

Sério, só tragédia nos jornais. É a guerra na Líbia, catástrofe no Japão e a mais recente chacina no Rio de Janeiro. É claro que há notícias boas e ruins a serem dadas nos telejornais. Só acredito que a abordagem precisa ser muito bem pensada, no caso de notícias fortes, tragédias, é preciso ter mais tato ainda.

Estou querendo dizer que o sensacionalismo, exagerado ou não, é complicado. Eu penso dessa forma, e acredito que muitos de vocês também concordam comigo.

Claro que fiquei chocado com tudo que aconteceu no bairro do Realengo, no Rio de Janeiro. Sei que a notícia precisa ser dada, mas ficar mostrando as famílias sofrendo, botando microfone na cara de pai/mãe que acabou de perder filho, mostrar crianças ensanguentadas, o assassino morto no chão, envolto de sangue, acho que isso passa muito do limite! Tá faltando o tato, que eu citei ali em cima... Porém, não foram todos os veículos que abordaram de forma tão sensacionalista.

Como me disse uma amiga, "você só tá indignado porque viu a brutalidade que foi. E você só viu a brutalidade que foi porque viu uma escola suja de sangue, entendeu?". Pode ser.

Poderia continuar falando aqui, mas acho que acabaria chovendo no molhado, repetindo o pensamento já exposto. Essa discussão é antiga, mas foi lançada novamente.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Nada de mentiras, descubra o amor...

DESCUBRA O AMOR

Pegue um sorriso
e doe-o a quem jamais o teve...
Pegue um raio de sol
e faça-o voar lá onde reina a noite...
Pegue uma lágrima
e ponha no rosto de quem jamais chorou...
Pegue a coragem
e ponha-a no ânimo de quem não sabe lutar...
Descubra a vida
e narre-a a quem não sabe entendê-la...
Pegue a esperança
e viva na sua luz...
Pegue a bondade
e doe-a a quem não sabe doar...
Descubra o amor
e faça-o conhecer o mundo...
Mahatma Gandhi