quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Acabou, ufa!

Já se passaram quatro anos. Quando os mais velhos, ou mais experientes, dizem que devemos aproveitar muito esse tempo de faculdade porque o tempo urge, nós, jovens desesperados por conhecimento, festas, novas amizades, deveríamos acreditar. Aqui estou eu, prestes a me formar. Ainda me lembro do primeiro dia de aula, das primeiras semanas, aquele frio na barriga, pensava e me perguntava como é que seriam as aulas na faculdade, como é que seria o tratamento de um professor universitário para com o aluno e, o que mais pairava em meus pensamentos: será que estava preparado?

Para mim foi ainda mais transformador, pois ingressar na faculdade significou, além de uma nova fase na formação educacional, amadurecimento e criação de uma identidade, caráter e uma nova noção de responsabilidade. Mas por quê? Deixei de morar embaixo da saia da mãe e do escudo do pai, saí do interior e cheguei à capital, comprava minha comida, só dependia de mim para ir aqui e ali, ou seja, a experiência de morar sozinho.

Aprendi muita coisa, seja nas salas de aula, seja na mesa do bar. Ah, o famoso bar da faculdade, mas sem abusar. Muitos trabalhos acadêmicos, muitas aulas interessantes, algumas aulas estressantes, professores legais, outros nem tanto, como em qualquer instituição de ensino.

Foram quatro anos de muito comprometimento
, correndo atrás dos textos no xerox do terceiro andar, ou de apostilas na Alameda Ribeirão Preto, disputando um lugar, um computador, nos concorridos laboratórios de redação para conseguir entregar um trabalho que deixei para fazer no dia da entrega. Confesso: sempre muito emocionante!

Quanta gente eu conheci na faculdade, bedéis, professores, colegas da biblioteca, funcionários da limpeza, da secretaria... Sem contar os quatro Jogos de Comunicação e Arte (JUCA), as baladas, as cervejadas, o pessoal da bateria, muita comunicação, que bom, afinal, o curso que estou prestes a concluir “se chama” Comunicação Social - Jornalismo.

Sempre quis que esses quatro anos voassem, que terminasse tudo logo. Mas agora que está acabando começo a perceber que vou sentir muita falta. Todo esse conhecimento adquirido, seja nos textos lidos, nos trabalhos executados, nas aulas expositivas e até mesmo nas discussões fora da sala de aula (nos corredores, no bar, no caminho até o metrô depois da aula), foi extremamente importante na formação intelectual deste que vos escreve. Findando, posso afirmar sem titubear: valeu a pena, valeu muito a pena. Acabou, ufa!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Parada técnica (Volto logo)

Gostaria de pedir desculpa aos meus leitores (?). Com essa reta final da faculdade, TCC fervendo, correrias para cima e para baixo, sem falar do trabalho, acabei deixando o blog de lado, sem postagens.

Mas já está quase acabando (ufa!). Segunda-feira é a banca do meu TCC (ufa! 2), e aí as coisas ficarão um pouco mais tranquilas e poderei escrever com mais frequência no blog, assim eu espero.

Por hora, acho que é isso!

Abreijos!

sábado, 30 de outubro de 2010

Fight Club

Fight Club, ou "Clube da Luta"*, é um filme de ação intrigante do ano de 1999. O narrador da história é interpretado por Edward Norton, um executivo de meia-idade de uma companhia de seguros que sofre de insônia. Não agüentando mais as crises de insônia, ele descobre algo que faz com que se sinta melhor: terapias de grupo. Então ele passa a freqüentar semanalmente esses grupos, formados por pessoas que encontram-se mais no fundo do poço que ele (tuberculosos, pessoas com câncer e afins).

Em uma de suas viagens a trabalho ele conhece o boa-pinta Tyler Durden, um vendedor de sabonetes interpretado por Brad Pitt. É aí que começa a história! Uma série de eventos faz com que os dois se aproximem e eles acabam morando juntos. Da convivência entre o narrador e Tyler Durden nasce o "Clube da Luta".

Logo mais homens tornam-se adeptos ao tal clube, que nada mais é que uma forma de desestressar da rotina, também pensando no desligamento da opressão causada pela sociedade. Ou seja, sentir-se mais livre e tranqüilo depois de deixar fluir a agressividade por meio de socos e pontapés. São marmanjos que se encontram num "galpão" para se socarem até alguém pedir arrego, pedir para o outro parar.

As 8 regras do Clube da Luta:
1. Você não fala sobre o Clube da Luta
2. Você nunca, jamais, fala sobre o Clube da Luta
3. Quando alguém gritar "pára!", ficar no chão ou desmaiar, a luta acaba
4. Somente duas pessoas por luta
5. Uma luta de cada vez
6. Sem camisa, sem sapatos
7. As lutas duram o tempo que for necessário
8. Se for a sua primeira noite no clube da luta, você tem que lutar

Subversão, caos e sangue, "Clube da Luta" conta com muitos jogos psicológicos e com a subjetividade do narrador interpretado por Norton. Algumas reviravoltas (os turning points), muita porrada, ação e mensagens subliminares estão presentes em Fight Club!

Ficha Técnica
Título Original: Fight Club
Gênero: Ação
Tempo de Duração: 140 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1999
Direção: David Fincher
Elenco: Edward Norton (Narrador / Jack), Brad Pitt (Tyler Durden), Helena Borham Carter (Marla Singer), Meat Loaf (Robert Paulson), Jared Leto (Angel Face), Zach Grenier (Chefe), Richmond Arquette (Médico).

*O filme "Clube da Luta" é baseado em um livro de mesmo nome, escrito por Chuck Palahniuk, de 1996.

Assista ao trailer de "Clube da Luta":

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Bike - Pink Floyd

I've got a bike. You can ride it if you like.
It's got a basket, a bell that rings and
Things to make it look good.
I'd give it to you if I could, but I borrowed it.

You're the kind of girl that fits in with my world.
I'll give you anything, ev'rything if you want things.

I've got a cloak. It's a bit of a joke.
There's a tear up the front. It's red and black.
I've had it for months.
If you think it could look good, then I guess it should.

You're the kind of girl that fits in with my world.
I'll give you anything, ev'rything if you want things.

I know a mouse, and he hasn't got a house.
I don't know why. I call him Gerald.
He's getting rather old, but he's a good mouse.

You're the kind of girl that fits in with my world.
I'll give you anything, ev'rything if you want things.

I've got a clan of gingerbread men.
Here a man, there a man, lots of gingerbread men.
Take a couple if you wish. They're on the dish.

You're the kind of girl that fits in with my world.
I'll give you anything, ev'rything if you want things.

I know a room full of musical tunes.
Some rhyme, some ching. Most of them are clockwork.
Let's go into the other room and make them work.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

"É hora da gente reformular, reformular, mudar, ou... mudar de vez!"

Depois de seis meses de inatividade, cá estou, tentando reerguer este blog. Agora com uma nova proposta, um novo propósito, novas ideias, novo layout, etc, etc...

Antes, este blog só "falava" de futebol europeu, depois passou por uma reformulação e começamos a falar também do futebol nacional. Como já disse Fernando Vanucci, "é hora da gente reformular, reformular, mudar, ou... mudar de vez! Vamos colocar o castelo de areia abaixo, abaixo, e iniciar uma construção sólida para 2010!".

Uma revolução n'o blog do xan! Vamos, eu e vocês, tratar agora de diversos assuntos. Vamos abrir os leques da informação. Como diz a nova "sinopse" do blog: "Motos, carros, esportes, música, cinema, televisão, literatura, cultura, atualidades. Devaneios, pensamentos relevantes (ou não) e afins". Enfim, a partir de hoje, de tudo um pouco aqui. Aceito sugestões!

Vamos que vamos!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Paulista, Paulistinha ou Paulistão?

Depois de quase um ano sem postar aqui, rascunhei algumas coisas sobre o Campeonato Paulista. Espero que gostem.

Paulista, Paulistinha ou Paulistão?

Muitos querem acabar com os campeonatos estaduais de futebol, especificamente o Campeonato Paulista. Afirma-se que o futebol apresentado não é de qualidade, as equipes não são bem preparadas ou que existem muitos times, o mesmo número de um Campeonato Brasileiro: vinte (20). Há sim muitos clubes competindo no Paulista, e a maioria deles é bem ruim.

Geralmente acontece o previsível, os quatro grandes, Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, são os que mais pontuam e se enfrentam nas semifinais. Não foi o que aconteceu na edição deste ano no Paulistinha. Surpresa. Dois pequenos, o Santo André e o Grêmio Prudente, ex-Grêmio Barueri, derrubaram Palmeiras e Corinthians, dois grandes, e chegaram às semifinais. Sem falar de São Caetano, Ponte Preta e Portuguesa, clubes considerados médios, mas que raramente conseguem alguma coisa, além de escapar do rebaixamento.

Dois grandes se enfrentam em uma semifinal, Santos e São Paulo, enquanto dois pequenos, Santo André e Grêmio Prudente, se enfrentam na outra. O Santos saiu na frente ao vencer o São Paulo por 3 a 2, jogando no Morumbi, estádio do São Paulo, e o Santo André ganhou do Grêmio Prudente, também fora de casa, por 2 a 1 e de virada. Semana que vem o segundo jogo da semifinal acontece e descobriremos quem serão os times que disputarão a final, sendo um Paulistão e outro Paulistinha. Mas essa não é a discussão em pauta.

O Palmeiras, o grande Palestra, foi o primeiro grande a ver suas chances de conseguir a classificação para a próxima fase do Campeonato Paulista desaparecerem. Aí alegaram que não é um campeonato de expressão, que o foco está na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro. Balela.

Depois veio o Corinthians, ano do seu centenário, foco na Libertadores, “Campeonato Paulista prá quê?”, afirmavam. Pouco importava mais um estadual. Mas na hora em que o clube perdeu para os Paulistinhas, os pequenos e mal-preparados times, lutou e não conseguiu se classificar, ficou com um gostinho amargo na boca, pois os torcedores do Timão queriam sim mais um Campeonato Paulista para somar no currículo e poder tirar vantagem dos rivais.

A verdade é que o Campeonato Paulista é visto com desdém pelos grandes, e com apreço pelos pequenos. Para os grandes, é o Paulistinha, que tem pouca importância, enquanto para os pequenos, é o Paulistão, pois ali está a chance de brilhar e conquistar um título de expressão, de acordo com suas realidades.

Afinal, como será que a história vai terminar: um Paulistão ou um Paulistinha campeão? Vamos ver porque que as equipes menores, do interior ou não, merecem estar no Campeonato Paulista, o Paulistinha, o Paulistão.

Charge: Reprodução